quinta-feira, 25 de abril de 2013

Existe vida após "Homem de Ferro 3" para Robert Downey Jr. e Tony Stark?

"Homem de Ferro 3" fecha uma história
bacana de um ator com um personagem. Nos
últimos cinco anos, Robert Downey Jr. foi
Tony Stark. Ele foi Tony Stark interpretando
Sherlock Holmes. Ele foi Tony Stark na
estrada com Zack Galifianakis. Até numa
guerra falsa ao lado de Ben Stiller ele tinha
um pedaço de Tony Stark – e até foi indicado
ao Oscar de verdade por isso.
Mas será que chegou a hora de Downey e
Stark apertarem as mãos e seguirem caminhos
separados?
"Chega um momento que um ator quer
buscar coisas novas", disse Downey
recentemente à revista "Empire". "Por outro
lado, eu adoro esses caras (da Marvel) e
adoro os filmes".
Vamos aos fatos. O contrato do ator com o
estúdio previa três filmes do Homem de Ferro
mais "Os Vingadores". Obrigação cumprida,
hora de renegociar. E aqui vai uma
informação valiosa. Para a Marvel, a estrela
de seus filmes são os personagens, e não os
atores que os interpretam. Ao contrário da
esmagadora maioria das negociações entre
produtores e atores, a Marvel entra em
campo com os personagens e os preços que
pagam a quem os encara – seja Tom Cruise,
seja Nathan Fillion.
Há quem entre nessa porque sabe o tamanho
da vitrine. Chris Hemsworth ganhou cerca de
US$ 250 mil em "Thor", não deve ter um
inchaço no segundo filme solo do Deus do
Trovão, mas pediu, e faturou, US$ 10 milhões
em "Branca de Neve e o Caçador"; Jason
Momoa, que nem de longe é astro de cinema,
considerou um pacote parecido para
"Guardiões da Galáxia" e saiu fora.
Mas a coisa é diferente com Downey. Poucas
vezes intérprete e personagem se confundem
tanto aos olhos do público – claro, na vida
real o astro é menos espalhafatoso que o
bilionário de mentira, mesmo que ele abrace
a causa ao divulgar seu trabalho. É possível
que ele chegue com ideias próprias para a
próxima aparição do Homem de Ferro,
agendada para o segundo "Vingadores" em
2015.
Dependendo do papo entre agentes,
contadores e advogados, a Marvel pode seguir
a estratégia Bond e tirar seu Sean Connery da
jogada, colocando um George Lazemby no
lugar (e a gente sabe bem como aquela jogada
deu supercerto…). O esquema Bond, por sinal,
não é uma ideia de todo equivocada: melhor
seguir a série e trocar seu protagonista do
que investir em reboots e comprometer o
equilíbrio delicado do universo
cinematográfico Marvel, em que todos os
filmes se comunicam.

O próprio Downey ainda desconversa quando
o assunto é seu futuro como Tony Stark, mas
está claro que ele não quer seguir o caminho
Stallone/Schwarzenegger/"Os Mercenários".
Aos 48 anos, ele admite que ainda tem alguns
anos para jogar o jogo do cinema de ação –
mas que chega um ponto em que insistir é se
tornar uma caricatura de si mesmo.
O ideal, portanto, para um "Homem de Ferro
4" e além, é apostar em sangue novo para
assumir a armadura e continuar a saga de
Tony Stark no cinema. Não é errado assumir
também que o resto do elenco – Don Cheadle,
Gwyneth Paltrow, Jov Favreau – deve seguir o
mesmo caminho, abrindo espaço para novas
caras nos personagens de sempre.
Mas quem teria a manha de ser o novo
Homem de Ferro, quando o antigo é tão
emblemático? Tom Cruise, no meio dos anos
2000, quando o personagem ainda estava com
a New Line, ventilou a possibilidade de ser
Stark – mas ele é mais velho que Downey, e
sangue novo será a palavra de ordem. Jake
Gyllenhaal, que quase assumiu o papel do
Homem-Aranha no segundo filme de Sam
Raimi, parece uma opção na mesa. Mas a
lógica da Marvel parece apontar para um ator
menos conhecido – e disposto a entrar nos
termos da editora/estúdio.
Uma coisa é certa. O Homem de Ferro é peça
fundamental dos planos da Marvel e, com ou
sem Robert Downey Jr., o Vingador Dourado
garantiu seu lugar no cinema a perder de
vista. Só será difícil ver Tony Stark
interpretado por alguém que não seja Tony
Stark… Mas, como James Bond, Batman, Peter
Parker e Superman podem atestar, o jogo
segue.

Nenhum comentário:

Postar um comentário