A atriz Cleyde Yáconis morreu nesta segunda-
feira (15), em São Paulo, aos 89 anos. Ela
estava internada desde outubro de 2012 no
hospital Sírio Libanês, na capital paulista,
após sofrer uma isquemia. Uma de suas
últimas aparições na TV foi na novela
"Passione" (2010), da Rede Globo, como a
rabugenta Brígida Gouveia.
O hospital divulgou nota de falecimento,
assinada pelo diretor clínico Dr. Paulo Cesar
Ayroza Galvão. "A senhora Cleyde Becker
Yaconis, 89 anos, faleceu na tarde desta
segunda-feira, 15 de abril de 2013, no
Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde
estava internada desde outubro de 2012."
Ainda segundo a nota, o corpo será velado
nesta terça, no distrito de Jordanésia,
município de Cajamar, onde será sepultado.
Antes, em julho de 2010, a atriz sofreu uma
queda e fraturou a cabeça do fêmur. Ela
passou por uma cirurgia no Hospital Barra
D'Or, na Barra da Tijuca, no Rio, e ficou
internada durante seis dias.
A notícia do falecimento logo repercutiu no
Twitter, onde vários amigos e colegas
lamentaram o ocorrido. Elias Gleizer, que
atuou com Yáconis em "Passione", ficou
sabendo pelo telejornal. "Ela foi uma
companheira de muitos e muitos anos. Nossa
amizade é desde o TBC (Teatro Brasileiro de
Comédia), é fora de série", contou.
Carreira
Cleyde Becker Yáconis nasceu em 14 de
novembro de 1923, em Pirassununga, interior
de São Paulo. Foi sua irmã Cacilda Becker
quem a levou a São Paulo, em 1950, para
trabalhar no Teatro Brasileiro de Comédia. No
TBC, atuou em peças como "Assim É se lhe
Parece", "Maria Stuart", "Adorável Júlia" e "A
Morte do Caixeiro Viajante", entre outras.
Ainda no teatro, fez participações marcantes
como a prostituta Geni, de "Toda Nudez Será
Castigada" e Jocasta, em "Édipo Rei", na qual
contracenava com Paulo Autran. Por seu
papel "Toda Nudez..." levou o prêmio Molière
em de melhor atriz em 1965. Voltou a
receber o mesmo prêmio em 1991 por "O
Baile de Máscaras" e, em 1993, ganhou o
prêmio Mambembe de melhor atriz por seu
trabalho na peça "As Filhas de Lúcifer".
Cleyde entrou para a televisão em 1966 e
autou em novelas como "O Amor Tem Cara de
Mulher" (1966), "Mulheres de Areia" (1973) e
"Gaivotas" (1979). Na Globo, atuou em
"Rainha da Sucata" (1990) - que está sendo
reprisada no canal pago Viva -,
"Vamp" (1991), "As Filhas da Mãe" (2001) e
"Passione" (2010). Em 2006, teve uma
passagem pela TV Record, atuando em
"Cidadão Brasileiro".
Em 2003, teve o conjunto da obra celebrado
com o Grande Prêmio da Crítica da Associação
Paulista de Críticos de Arte (APCA) e também
recebeu o Prêmio Nacional Jorge Amado de
Literatura e Arte do Governo da Bahia. Dois
anos depois, foi condecorada com a Ordem
do Mérito Cultural do Ministério da Cultura.
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