sábado, 30 de março de 2013

"Beijar Brad Pitt foi nojento", diz Kirsten Dunst sobre "Entrevista com Vampiro"

Em entrevista à revista "Bullet", a atriz
Kirsten Dunst, hoje com 30 anos, relembrou o
beijo que deu em Brad Pitt, aos 11 anos, em
cena do filme "Entrevista com
Vampiro" (1994).
"Naquela época, todo mundo me dizia: 'Você
é tão sortuda de ter beijado Brad Pitt', mas na
realidade eu achei aquilo nojento", disse.
No filme, Dunst interpretou Claudia, uma
garota que é mordida por um vampiro e
acaba ficando presa no corpo infantil. A atriz
foi nomeada para o Globo de Ouro pelo
papel.
"Me lembro que Brad Pitt assistia a muitos
episódios de "Na Real" [reality show da MTV
americana que confinava jovens em diferentes
cidades]", disse Kirsten sobre a convivência
com Pitt nos sets de filmagem. "Ele tinha
cabelo longo. Era só um tipo hippie legal".
Baseado no livro homônimo de Anne Rice,
"Entrevista com Vampiro" ainda tinha Tom
Cruise e Antonio Banderas no elenco.

Planeta dos Macacos 2 contrata a chimpanzé Cornelia Judy Greer viverá a personagem por captura de movimentos

Planeta dos Macacos 2 - O Despertar
(Dawn of the Planet of the Apes ) , a
sequência de Planeta dos Macacos - A
Origem , tem um novo nome no elenco :
Judy Greer . A atriz, conhecida por
comédias dramáticas e filmes indie, será
Cornelia , a primata vivida originalmente por
Devyn Dalton no longa anterior .
Segundo o Vulture, Greer foi incentivada a
se aventurar pelo mundo das performances
digitais por Andy Serkis , que havia
participado do elenco de De Repente 30
com a atriz . Serkis , como você deve saber , é
o ator que responde pelos movimentos do
macaco César.
Embora Cornelia tenha aparecido apenas
brevemente em Planeta dos Macacos - A
Origem , como um dos animais presos no
abrigo de San Francisco , já era possível
entender que ela tem um envolvimento
emocional com César. Vamos ver se no novo
filme isso já se torna um interesse amoroso.

A trama se passará 15 anos depois da
infestação viral . Sabe- se que a trama
acompanhará duas lutas : a do macaco César
para se impor como líder dos primatas e a
de um grupo de cientistas que tentam
sobreviver isolados em San Francisco . Gary
Oldman vive um líder de sobreviventes e
Jason Clarke e Kodi Smit - McPhee também
estão no elenco .
A filmagem já começou . O roteirista Mark
Bomback (Duro de Matar 4 .0 ) trabalhou
em cima da última versão do texto , de Rick
Jaffa e Amanda Silver (roteiristas do filme
anterior ), que por sua vez revisaram o script
de Scott Z . Burns (Contágio ). Matt Reeves
(Cloverfield ) dirige.
O lançamento de Planeta dos Macacos 2
está marcado para o dia 23 de maio de
2014 .

Marcelo Serrado anuncia início das filmagens de "Super Crô" para abril

Ao mesmo tempo que estreia em São Paulo a
peça "Rain Man", na qual faz o personagem
interpretado por Dustin Hoffman no filme
homônimo, o ator Marcelo Serrado anuncia
que dentro de duas semanas começa a filmar
"Super Crô", spin off de seu personagem na
novela "Fina Estampa". "Vai ter [participação
de] a Ivete [Sangalo], a Preta Gil", disse
Serrado

Com roteiro de Aguinaldo Silva, o filme reúne,
além de Serrado, Kátia Moraes, Alexandre
Nero, Carolina Dieckman e Carlos Machado.
De acordo com o ator, Silva foi feliz ao tirar o
personagem do contexto da novela para criar
uma história autônoma. "Isso é muito difícil e
o Aguinaldo teve a inteligência de colocá-lo
em uma situação completamente nova e
crível."
A produção é da LC Barreto e a direção de
Bruno Barreto ("Última Parada 174"). As
filmagens devem durar cinco semanas. Não há
previsão de estreia ainda.

Tom Cruise recebe proposta para gravar "Missão Impossível 5" no Rio

De passagem pelo Brasil para o lançamento de
seu longa "Oblivion", o astro americano Tom
Cruise, 50, recebeu uma proposta da RioFilme
para rodar cenas do próximo "Missão
Impossível 5" na cidade do Rio de Janeiro. Na
tarde desta quinta-feira (28), Tom Cruise
visitou o estádio do Maracanã, que receberá a
final da Copa do Mundo de 2014 e foi
ciceroneado pelo secretário de Cultura do
município e diretor da RioFilme (empresa
distribuidora de filmes), Sérgio Sá Leitão.
"Eu o convidei para gravar cenas do 'Missão
Impossível 5' no Rio de Janeiro e ele disse que
está começando agora a ver o projeto, mas
garantiu que achava fenomenal e
definitivamente virá gravar um filme aqui, se
não for o 'Missão Impossível', será outro
filme", disse Sá Leitão

"Coloquei à disposição a RioFilme Commission
para discutir e definir de que forma
poderíamos ajudar. Ele disse que adoraria
filmar aqui, o Rio é a sua cidade predileta e
quando puder voltará", contou. No entanto,
anda não está definido se a RioFilme
contribuiria com recursos reembolsáveis ou a
fundo perdido para rodar cenas com Tom
Cruise na cidade.

A visita ao Maracanã ocorreu na tarde desta
quinta entre 15h45 e 17h. Tom Cruise ganhou
de presente uma camiseta da seleção
brasileira assinada e ainda se encontrou
pessoalmente com Zico, que disse ser fã, para
gravação de uma reportagem do "Esporte
Espetacular", da Globo. O ator ainda falou
com operários da obra e tirou fotos.
"Ele pediu para conhecer o estádio do
Maracanã, queria ver o palco da Copa do
Mundo. Ainda ganhou uma camisa da seleção
brasileira autografada pelos jogadores. Eu vim
fazer as honras da casa, ele deu uma volta no
estádio, foi para o gramado, ficou muito
interessado na cobertura projetada para o
estádio", descreveu. Sá Leitão relatou como
foi o encontro com Cruise e o definiu como
alguém "absurdamente simpático".
"Tom Cruise foi absurdamente simpático,
tirou foto com funcionários e conversou com
operários. Ele encontrou com o Zico e disse
que quando ouviu falar da fama do futebol
brasileiro, o primeiro nome que escutou foi
Pelé, e o segundo foi Zico, o maior artilheiro
do Maracanã, com mais de 300 gols".
Em nome do prefeito, Sá Leitão convidou o
astro de Hollywood para assistir a final da
Copa de 2014 que será realizada no estádio.
"Ele disse que tem o maior interesse e se a
sua agenda der, ele virá sim".

segunda-feira, 25 de março de 2013

Lindsay Lohan virá ao Brasil esta semana, diz site

Apesar de seus problemas com a justiça,
Lindsay Lohan virá ao Brasil na próxima
semana, de acordo com o site TMZ. A atriz de
26 anos vem ao país promover uma marca de
roupas.
Segundo fontes do site, o cachê de Lindsay
está na casa "dos milhares e dólares". Ela
chega ao país na quarta-feira (27), após fazer
uma participação na série de Charlie Sheen,
"Anger Management". A atriz deve gravar as
cenas segunda e terça-feira.
A atriz está enfrentando problemas financeiros
e judiciais. O TMZ divulgou há alguns dias que
Lindsay está devendo US$ 56.717,90 em
impostos ao governo.
A visita ao Brasil será antes de Lilo cumprir os
três meses em um centro de reabilitação em
regime fechado, como pena por descumprir a
liberdade condicional após mentir para a
polícia sobre um acidente de trânsito em
junho de 2012.
Lohan aceitou o acordo proposto pela
procuradoria de Los Angeles e renunciou a se
defender das acusações para evitar uma
sentença de 180 dias de prisão que entrará em
vigor se ela não cumprir a pena com rigor.
Além da reabilitação, a artista terá que se
submeter a 18 meses de tratamento
psicológico e 30 dias de serviços comunitários.
Lindsay foi denunciada em novembro pelas
autoridades em Los Angeles por mentir,
obstruir o trabalho policial e por dirigir de
forma perigosa, quando bateu seu carro e
fugiu da cena do acidente.
Histórico de problemas
O álcool e os problemas na direção são um
denominador comum nas andanças da atriz
que em 2005, quando ainda era menor de
idade, já ia a reuniões dos Alcoólicos Anônimos
e admitia ter bulimia e consumir drogas.
Em agosto de 2007, a nova-iorquina se
declarou culpada de cinco acusações por
dirigir embriagada e possuir drogas, e foi
condenada a quatro dias de prisão, embora
sua pena tenha sido reduzida por um acordo
judicial e Lohan não passou nem uma noite
atrás das grades.
Desde aquele ano, a jovem foi internada várias
vezes em centros de desintoxicação, foi
acusada de dois atropelamentos e do roubo de
um casaco de vison e em 2010 cumpriu 13
dias de prisão de uma condenação de 90 dias
por repetidas violações de sua liberdade
condicional.
Em 2011, os donos de uma joalheria de Los
Angeles a denunciaram por se apropriar
indevidamente de um colar e Lohan foi
sentenciada a 120 dias de prisão e 480 horas
de serviços à comunidade - dessa vez, como
faxineira em um necrotério.
Em novembro passado, a atriz foi detida por
uma suposta agressão a uma mulher em uma
boate de Nova York.

Mostra traz filmes de Samuel Fuller, um dos cineastas independentes mais influentes da história

Com baixos orçamentos, escrevendo,
produzindo e dirigindo seus filmes, o cineasta
independente Samuel Fuller conseguiu
influenciar grandes nomes do cinema como
Quentin Tarantino e Wim Wenders. “Filmava o
que quisesse e da maneira que bem
entendesse. Seus filmes são originais em seus
erros e acertos. Esse ímpeto, esse impulso,
aliado ao estilo direto e sem firulas, marcou a
história do cinema” ressaltou Júlio Bezerra,
curador da mostra do norte-americano que
poderá ser vista no Centro Cultural Banco do
Brasil (CCBB) da capital paulista até o próximo
dia 31.
Serão exibidas obras como Agonia e Glória
(1980), Beijo Amargo (1964), Paixões Que
Alucinam (1963), Cão Branco (1982) e Dragões
da Violência (1957). “Estes filmes, juntos,
manifestam toda a particularidade do estilo de
Fuller - os personagens de moral duvidosa, o
mundo contraditório que ele constitui”,
explicou Bezerra sobre o trabalho do cineasta
que gostava de personagens como prostitutas
regeneradas, soldados amargurados e
jornalistas inescrupulosos.
Nos filmes, Fuller traz elementos de suas
experiências pessoais. O cineasta foi jornalista
e soldado de infantaria na 2ª Guerra Mundial.
“Seus filmes são sempre diretos, preocupados
com uma certa precisão dramática. Como em
uma matéria [jornalística], você pode, a cada
plano, identificar uma espécie de lead
[primeiro parágrafo da reportagem, que traz as
informações mais importantes]”, acrescentou
Bezerra.
A ideia da mostra era trazer todas as obras de
Fuller. Mas, devido ao péssimo estado de
conservação de algumas cópias, isso não foi
possível. “Foi o caso de No Umbral da China.
Contudo, conseguimos cópias novas para os
filmes mais importantes”, informou o curador
sobre a mostra que também será exibida em
Brasília (de 26 de março a 14 de abril) e no
Rio de Janeiro (de 16 de abril a 5 de maio).

terça-feira, 19 de março de 2013

Ben Affleck pode dirigir filme sobre batalha que iniciou a Revolução Americana, diz site

O ator e diretor Ben Affleck pode dirigir a
adaptação cinematográfica do livro histórico
"Bunker Hill: A city, A Siege, A
Revolution" (em tradução literal, "Colina do
bunker: uma cidade, um sítio, uma
revolução"), de Nathaniel Philbrick. A
informação é da versão online do jornal The
Guardian.
Segundo o site, o livro conta a história da
batalha que iniciou a Revolução Americana
(ou a Guerra de Independência dos Estados
Unidos). A possibilidade de Affleck estar na
direção, segundo o veículo, viria na linha de
filmes patrióticos depois de "Argo", que
ganhou o Oscar de melhor filme neste ano.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Pattinson aparece com dentes amarelados em filmagens de "The Rover"

Um dia depois de divulgada a primeira
imagem oficial do faroeste futurista "The
Rover", o site Celebuzz publicou novas fotos
dos bastidores do filme com Robert Pattinson.

A história se passa em um deserto na
Austrália, onde um homem persegue uma
gangue de ladrões que rouba seu carro.
Pattinson será o irmão de um dos ladrões,
que é deixado para trás pelo grupo.
Nas imagens de bastidores do filme do
roteirista e diretor australiano David Michod,
Pattinson aparece com os dentes amarelados,
com os cabelos bem curtos e com a cabeça
machucada.
À revista "Entertainment Weekly", o diretor
disse que o personagem do ator britânico é
uma pessoa "confusa e problemática, mas
bonita e ingênua". Com Guy Pearce e Scoot
McNairy no elenco, o filme ainda não tem
previsão de estreia.

Novato Colin Trevorrow vai dirigir "Jurassic Park 4"

Um estreante em Hollywood, Colin Trevorrow,
foi apresentado na quinta-feira (14) como o
diretor do quarto filme da série "Jurassic
Park", que já faturou 1,9 bilhão de dólares no
mundo todo.
O estúdio Universal disse que Steven
Spielberg, diretor dos dois primeiros filmes,
será o produtor executivo do novo episódio.
Trevorrow, de 36 anos, é pouco conhecido
em Hollywood. Ele dirigiu o independente
"Sem Segurança Nenhuma", exibido em 2012
no festival de Sundance, e antes havia feito
um telefilme e um documentário.
A Universal disse que "Jurassic Park 4" será
feito em 3D. A data de lançamento, o elenco
e detalhes da trama não foram divulgados.
Spielberg anunciou em 2011 que um quarto
filme da série estava sendo preparado, o que
motivou especulações de que ele o dirigiria.
O primeiro "Jurassic Park" saiu em 1993, e
será relançado em abril nos EUA em 3D.

Homem de Ferro 3 | Kevin Feige fala sobre a armadura Resgate Presidente do Marvel Studios comenta o papel da "donzela " no filme

Na entrevista que fizemos com Kevin
Feige sobre Homem de Ferro 3 , o
presidente do Marvel Studios já sugeria que
a obsessão de Tony Stark com sua oficina
prejudicaria sua vida pessoal. Agora Feige
entra em detalhes sobre o papel de Pepper
Potts ( Gwyneth Paltrow ) no filme .
" Sim, há um vilão . Sim, a ameaça é
maior , o presidente dos EUA está em
perigo . Mas o perigo mesmo envolve a
obsessão de Tony de passar o dia todo
em sua oficina, inventando armaduras
para se concentrar no que mais importa
em sua vida , [ a segurança de] Pepper ,
como ele diz no trailer . É disso que o
filme todo trata" , diz ao About .com .
Questionado sobre os rumores de que a
armadura Resgate apareceria no filme ,
Feige respondeu: " Vou dizer o seguinte .
Neste filme, nós brincamos com as
convenções da 'donzela em perigo ' . Esse
tipo de convenção já aborreceu. Mas às
vezes precisamos de um herói
desesperado o suficiente tentando lutar
por algo além de sua própria vida . Então
a graça é entender , ao longo do filme , se
Pepper está em perigo ou se Pepper é a
salvadora " .

Em seguida , Feige entra em detalhes sobre
Pepper e Resgate. Se você não quiser saber
de potenciais spoilers , dê meia- volta . Eis o
que diz o executivo:
" Nos quadrinhos , ela prova a armadura e
se torna uma heroína chamada Resgate ,
que não necessariamente entra em
batalhas mas, sim, em missões de ajuda.
Vamos seguir esse caminho com
Gwyneth Paltrow ? Quem sabe .. . Mas criar
uma armadura para Pepper é algo que já
estamos ensaiando desde Homem de Ferro
2 , quando criamos alguns designs e
terminamos não usando no filme."

Homem de Ferro 3 estreia nos EUA em 3
de maio e em 26 de abril no Brasil. Aqui no
Omelete nós celebramos os 50 anos do
Homem de Ferro e publicamos nossa
primeira entrevista com Robert Downey
Jr. sobre o terceiro filme .

segunda-feira, 11 de março de 2013

Festival "É Tudo Verdade" anuncia filmes nacionais escolhidos em 2013

O festival de cinema "É Tudo Verdade", a ser
realizado entre 4 e 14 de abril de 2013,
divulgou nesta segunda-feira (11) a lista de
produções nacionais selecionadas para
exibição na 18ª edição. As cidades que
contemplarão o evento serão São Paulo e Rio
de Janeiro, mas Brasília e Campinas contarão
com itinerâncias logo após o festival.
O evento, voltado para documentários,
contará com 13 estreias, com títulos que
estarão tanto na mostra competitiva como em
exibições informativas (veja lista de filmes
brasileiros que serão exibidos abaixo). Ao
todo, foram anunciados 22 filmes nacionais
até o momento.
O vencedor da disputa entre longas e médias-
metragem nacionais vai receber um prêmio de
R$ 110 mil, além do troféu "É Tudo Verdade",
concebido pelo artista plástico Carlito
Carvalhosa. Já o campeão entre os curtas vai
arrecadar R$ 10 mil.
Competição brasileira - média e longa-
metragem
"A Alma da Gente", de Helena Solberg e David
Meyer
"Antártica", de Evaldo Mocarzel
"Em Busca de Iara", de Flavio Frederico
"Mataram Meu Irmão", de Cristiano Burlan
"Ozualdo Candeias e o Cinema", de Eugênio
Puppo
"Serra Pelada - A Lenda da Montanha de
Ouro", de Victor Lopes
"O Universo Graciliano", de Sylvio Back
Competição brasileira - curta-metragem
"Alexina - Memórias de um Exílio", de Claudio
Bezerra e Stella Maris Saldanha
"Coração de Estudante", de Emílio Gallo
"Gericinó - Do Lado de Fora", de Gabriel
Medeiros e Maria Clara Senra
"Um Filme de Bonecos", de Tulio Viaro
"O Pai do Gol", de Aly Muritiba
"Saña", de Marcos Pimentel
"São Paulo Miniatura", de Wiland Pindsdorf
"Simulacrum Praecipitti - A Visão do Abismo",
de Humberto Bassanelli
Curta Hors Concours
"A Guerra dos Gibis", de Thiago Brandimarte
Mendonça e Rafael Terpins
Programas Especiais
"O Fim do Esquecimento", de Renato Tapajós
"Sinfonia Paulistana, Um Novo Olhar", de
Rogério Zagallo
Mostra "O Estado das Coisas"
"Cidade Cinza", de Marcelo Mesquita e
Guilherme Valiengo
"Das Almas", de Tiago Tambelli e Guilherme
Canton
"Louceiras", de Tatiana Toffoli
"Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes", de
Bruno Polidoro e Cacá Nazário

Dublê processa Sony após acidente em lançamento de "Motoqueiro Fantasma 2"

Um dublê gravemente ferido ao tentar
executar uma manobra no lançamento do DVD
do filme "Motoqueiro Fantasma 2" entrou
com um processo contra a Sony Pictures
Entertainment e outras duas empresas no
Tribunal Superior de Los Angeles. As
informações são do site Deadline Hollywood.
Na ação que Michael Gaboff deu entrada na
última sexta-feira (10) que foi contratado em
abril de 2012 como dublê autônomo para
realizar apresentações nas ações de
lançamento do filme de DVD e que as equipes
de produção sabiam ou deveriam saber dos
graves riscos envolvidos e não tomou as
medidas de segurança adequadas.
Gaboff teria que andar em uma moto e passar
dentro de um arco de fogo. A ação também
alega que membros da equipe de produção
mostraram "uma desconsideração consciente"
com as preocupações Gaboff sobre os riscos.
O dublê quebrou ossos, incluindo alguns na
parte inferior das costas e no pescoço, e
sofreu queimaduras de segundo grau. A ação
também diz que Gaboff está ferido "tanto
interna como externamente e sofreu inúmeras
lesões, susto, grave choque, dor, desconforto
e ansiedade".
Gaboff diz que gastou quase US$ 1 milhão em
despesas médicas para tratamento de seus
ferimentos, alguns dos quais ele afirma
provavelmente serão permanente. Ele também
diz que sofreu perda de rendimentos,
resultado de sua incapacidade para o
trabalho.
Alegando "negligência de risco e quebra de
contrato", Gaboff busca uma indenização
para cobrir suas despesas médicas e
relacionadas, perda de rendimentos e
capacidade de ganho, bem como danos
punitivos.

Novo "Oz" tem a maior bilheteria de estreia dos EUA em 2013

Não há lugar como Oz nas bilheterias de
cinema deste fim de semana. A produção em
3D da Walt Disney "Oz: Mágico e Poderoso"
levantou US$ 80,3 milhões em vendas de
ingressos nos Estados Unidos e Canadá, a
maior estreia de 2013.
O filme com James Franco ainda arrecadou
69,9 milhões de dólares no mercado
internacional, segundo a Disney. O total no
mundo inteiro foi 150,2 milhões de dólares.
A produção de 200 milhões de dólares é um
prelúdio do clássico de Hollywood, de 1939.
No filme, Franco é o mágico que é levado até
a terra encantada. Michelle Williams, Mila
Kunis e Rachel Weisz interpretam três bruxas.

Com Sandy, "Quando Eu Era Vivo" inaugura safra de filmes de suspense

Quando o diretor Marco Dutra, 32, leu o
romance "A Arte de Produzir Efeito sem
Causa", de Lourenço Mutarelli, considerou a
obra "inadaptável" para o cinema.
Cinco anos depois, o cineasta --codiretor,
com Juliana Rojas, de "Trabalhar Cansa",
exibido no Festival de Cannes em 2011--
transforma a verborrágica relação entre pai e
filho em um longa de horror psicológico
chamado "Quando Eu Era Vivo".
Filmado inteiramente num apartamento na
avenida São Luiz, no centro de São Paulo, o
longa poderia ser um primo (ou um sobrinho)
paulistano de "O Iluminado" (1980), um dos
clássicos do diretor Stanley Kubrick
(1928-1999).
Júnior (Marat Descartes) é um homem de
trinta e poucos anos que se separa da mulher
e volta a morar com o pai (Antonio Fagundes,
o primeiro a entrar no projeto).
À medida que revira a memória da mãe
morta, o divorciado entra em uma espiral
sombria de demência na qual realidade se
confunde com ilusão. "O filme de Kubrick é a
primeira referência que me vem à cabeça,
inclusive por causa do visual do meu
personagem", brinca Descartes, com uma
peruca de dar inveja a Jack Torrance, o
personagem de Jack Nicholson no thriller. "Há
também a mesma sensação claustrofóbica."
Dutra teve liberdade e a permissão do autor
para mudar o necessário e incluir esse clima
"dark". "A sensação é a de que havia
elementos bons de trabalhar a dramaturgia.
Estou curioso para ver a reação de quem leu
a obra, ainda mais nesses tempos de Harry
Potter, em que tudo precisa ser muito fiel."
A referência a Kubrick, no entanto, poderia
ter virado um elemento secundário em
"Quando Eu Era Vivo". Isso porque, no meio
do ano passado, a cantora Sandy foi
incorporada ao elenco para viver Bruna, uma
estudante de música que divide o apartamento
com os dois homens.

SANDY
Como tudo o que acompanha a popstar
brasileira, a produção se transformou no
"novo filme da Sandy".
Especulações davam conta, num dia, de que
ela faria o papel de uma aluna sexy; no outro,
de que teria cenas de nudez e de sexo no
longa.
"Não sei de onde tiraram essas coisas. A
personagem nem se envolve romanticamente
no filme", rebate Sandy, vestida com uma
roupa de ginástica que, apesar de deixar a
barriga à mostra, passa longe de um visual
picante.
"Estou acostumada com essas bobagens. Meu
nome é muito 'mainstream' e agora estou
fazendo algo underground. Não faço filme
para agradar ninguém."
Apesar de uma presença "estranha" para um
filme de horror psicológico de baixo
orçamento (cerca de R$ 1,5 milhão), Sandy
logo viu que não teria vida fácil.
Dividiu um pequeno camarim com outros
atores, almoçou na região central e se
integrou ao esquema de Dutra.
"É meu primeiro suspense, mas fui aceita
como uma atriz e não como um peixe fora
d'água, uma cantora", diz sobre sua volta,
exatos dez anos depois de estrelar, ao lado do
irmão, a fantasia "Acquaria". "A experiência
agora é diferente. Tenho 30 anos e tenho mais
vivência."
A comoção não durou muito e "Quando Eu
Era Vivo" voltou a ser tratado como filme e
não veículo de promoção para a popstar.
"Quando convidei a Sandy, achei que ela
poderia não topar, porque o roteiro era
bastante sombrio, mas foi tranquilo", conta
Marco Dutra, que é apenas dois anos mais
velho que a cantora. "No começo, muita gente
achou esquisito. Depois entenderam a
presença dela."
A escolha foi mais importante do que parece.
Quando recebeu o convite da RT Features
para adaptar seu livro favorito de Mutarelli,
Dutra ficou preso na profissão de Bruna, uma
estudante de desenho no romance.
POLANSKI E CANNES
"Quando trocamos o desenho pela música, o
roteiro decolou. Vi que a narrativa poderia ter
relação com a música, como eu tinha uma
relação afetiva com Sandy", diz. "Seus discos
estavam juntos com os da Xuxa e de Michael
Jackson na minha casa", lembra o cineasta,
que pediu que a cantora assistisse a "O Bebê
de Rosemary", de Roman Polanski, como
referência.
"Gosto muito de Polanski e de como explora
os espaços domésticos", diz Dutra. "Gosto de
relações familiares e de como elas interferem
no íntimo das pessoas."
Esse estilo do cineasta tem agradado. Com a
amiga Juliana Rojas, que assina a montagem
de "Quando Eu Era Vivo", Dutra teve três
curtas ("Lençol Branco", "O Ramo") e um
longa ("Trabalhar Cansa") no Festival de
Cannes.
Não é avançar o sinal presumir que seu novo
longa possa estar novamente na "croisette",
em maio deste ano. Mas o diretor não pensa
no assunto quando falou à Folha, quase seis
meses depois do fim das filmagens,
acompanhadas pela reportagem, em setembro
passado.
"Não tenho pressão para finalizar. Estou
deixando o filme andar sozinho. Não adianta
ter pressa. Cannes vai olhar para mim com
carinho, mas o longa precisa ter o seu
tempo."

sábado, 9 de março de 2013

Sinopse do filme O Jardim dos Esquecidos (Flowers in the Attic)

Mulher volta para casa dos pais depois de ficar
viúva. Eles não sabem que ela têm quatro
filhos, por isso ela esconde as crianças num
porão. Numa de suas raras visitas, ela
envenena uma das crianças. As outras fogem e
descobrem os novos planos da mãe.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Almodóvar leva "Os Amantes Passageiros" a sua cidade natal

Os habitantes da cidade natal do diretor
Pedro Almodóvar participaram da estreia
simultânea do seu novo filme, "Os Amantes
Passageiros", que aconteceu nesta sexta-feira
(9) na Espanha.
Uma calorosa salva de palmas foi o veredicto
unânime ao final da projeção, que agitou a
rotina de Calzada de Calatrava, povoado com
pouco mais de cinco mil habitantes na
província de Ciudad Real.
Os conterrâneos de Almodóvar lotaram a sala
do Centro Cultural Rafael Serrano, e não
faltou nem sua tia Cecilia Almodóvar, de 77
anos, que revelou o desejo de ver o filme de
seu sobrinho entre os indicados ao Oscar no
ano que vem.
"Seria o reconhecimento a um novo sucesso",
sentenciou.
Os espectadores também fizeram parte do
espetáculo: eles foram transformados em
"passageiros", e uma tripulação de atores os
fez sentir-se como em um aeroporto e a
bordo de um avião, como no filme.
A grande surpresa da noite, no entanto,
aconteceu antes do início da projeção, quando
o próprio Almodóvar, através de um vídeo
pré-gravado, mandou uma saudação especial
a todos seus conterrâneos: "saibam que levo
vocês no coração".

"Não queria fazer um novo 'Cazuza'", diz diretor de filme sobre Renato Russo

"Somos Tão Jovens", o esperado filme que
conta a juventude de Renato Russo
(1960-1996) pouco antes da formação da
Legião Urbana, foi mostrado nesta sexta-feira
(8) pela primeira vez em Florianópolis, em
evento organizado pela distribuidora Imagem.
O longa de Antônio Carlos da Fontoura
concentra-se nos anos de Russo (vivido por
Thiago Mendonça, que interpretou o cantor
Luciano em "Dois Filhos de Francisco") de sua
formação cultural em Brasília, entre os anos
1976 e 1982. Essa escolha de limitar o
alcance da trama de "Somos Tão Jovens" foi
proposital.
"Quando encontrei Dona Carminha [mãe do
líder da Legião] para falar sobre o filme, ela
me disse: 'Só não me faça o longa sobre o
roqueiro homossexual que morreu de Aids'.",
conta o cineasta. "Era exatamente essa minha
ideia para o longa. Eu não queria fazer um
novo 'Cazuza'. Queria filmar a história de um
menino que se reiventava e estava em
transição entre a vida adolescente e adulta."
O ponto de suporte da obra é o seu
protagonista. Apesar de um início claudicante,
Mendonça aos poucos vai dominando o
personagem, difícil por várias razões: 1) a fala
imposta, quase antipática; 2) a necessidade de
cantar e tocar para passar veracidade; e 3)
atuar na pele de um dos artistas mais
idolatrados do país, uma figura quase
messiânica.
"Minha relação com Renato Russo era de
ouvinte apenas", afirma Thiago Mendonça,
que precisou aprender a tocar violão e baixo
elétrico em ensaios que iam das 9 da manhã
até 7h da noite -além de se mudar por três
meses do Rio para Brasília. "Eu tenho amigos
e até minha família como loucos pela Legião,
mas eu não acho que seria saudável me
preocupar com os fãs. Fiz o filme para mim,
Fontoura e para Renato Russo."
Apesar da vida do cantor se confundir com a
história do próprio rock brasileiro recente,
houve espaço para liberdades criativas. O
segundo nome mais importante do longa, Ana
Cláudia (Laila Zaid, a melhor coisa da
produção), que teria uma amizade colorida
com Russo, foi inventada.
"Ela é um amálgama de várias namoradinhas
de Renato. A mãe dele me falou que o
encontrava à noite com meninas. Ele estava
na fase de se encontrar", diz Fontoura. "Eu fui
a peça do elenco com mais liberdade, porque
era a única que não precisava se basear em
uma pessoa de verdade. Li vários livros, tive
várias conversas sobre Renato, mas não fiz
nenhuma grande pesquisa", completa a atriz.
Entre aparições de vários astros do rock
brasileiro dos anos 80, como Herbert Vianna
(Edu Moraes, que sempre arranca risadas com
sua interpretação do vocalista do Paralamas
do Sucesso) e Dinho Ouro Preto (Ibsen
Perucci, a cara do líder do Capital Inicial),
"Somos Tão Jovens" é um filme para fãs. É
todo permeado por canções conhecidas de
Renato Russo, seja no comando de sua
primeira banda, o Aborto Elétrico, seja em
um pequeno período atuando solo.
"Seguimos uma ordem cronológica. Cada
canção marca um período importante da vida
de Renato", explica Carlos Trilha, responsável
pela direção musical e que tocava com a
Legião Urbana nos anos 1990. Mas existe a
adoração um pouco exagerada: o filme é
repleto de referências que um dia,
supostamente, viram músicas famosas.
Em certas ocasiões, as situações parecem
forçadas e viram uma brincadeira digressiva.
Na maior delas, aparece um personagem que
atrai Renato Russo e os dois saem sem muita
explicação para Taguatinga, que seria um
tributo a "Faroeste Caboclo".
Um pouco mais desse tempo poderia ter sido
usado para ir além na vida de um dos maiores
nomes do rock nacional. "Somos Tão Jovens"
para no primeiro show do grupo no Rio, no
Circo Voador. Mas o carisma e as canções da
Legião Urbana devem garantir uma bela
bilheteria para a biografia de Renato Russo. O
filme está com data de estreia prevista para 3
de maio.

"O perigo era criar uma personagem melada", diz Michelle Williams sobre bruxa boa de "Oz"

De 2004 a 2011, Michelle Williams fez, em
média, dois filmes por ano. Em 2012, porém,
apareceu apenas em "Entre o Amor e a
Paixão" e em 2013 será vista apenas em "Oz,
Mágico e Poderoso", que estreia no Brasil
nesta sexta (8).
"Faz um tempão que eu quero fazer só um
filme por ano", ela admite, "mas teve uma
época que acabei fazendo dois ou mais, talvez
porque eles fossem pequenos. 'O
Atalho' (2011), por exemplo, filmei em um
mês e meio; 'Sete Dias com Marilyn' (2011)
foram três meses. 'Oz, Mágico e Poderoso'
levou sete, e isso foi há mais de um ano.
Desde então, não fiz mais nada, o que me
deixa perto do meu objetivo de fazer um
trabalho só a cada doze meses".

Com "Oz, Mágico e Poderoso", Michelle
encerra então a cota de filmes do ano. Ela
está mais ou menos comprometida com algo
intitulado "Suite Française", que ainda está
longe de se tornarrealidade. Assim, pelo
menos por enquanto, Michelle se diz mais que
satisfeita em assumir apenas o papel de mãe
de Matilda na casa onde moram, no Brooklyn.
"Não tenho nada certo para contar", ela diz.
"'Suite Française' seria o próximo passo
natural, mas não tem nada definido ‒ e eu
aprendi que, até você estar dentro do estúdio,
filmando, não tem nada decidido. Do jeito que
a coisa está agora, já faz mais de um ano que
estou parada."
"Não gosto de me matar de trabalhar",
confessa a atriz. "Não gosto de ficar muito
tempo afastada da minha família. Então, faz
meses que não faço nada, mas não me sinto
inquieta. Naquela época fiz tantos filmes por
causa do material que tinha nas mãos."
"Faço filmes por uma única razão: falta de
opção; quando não posso recusar, quando
sinto que é absolutamente essencial", ela
conclui. "Do contrário, prefiro levar a
criançada de um lado para o outro e fazer
biscoitos em casa."

Via de regra, a atriz sempre prefere os longas
menores, independentes. "Ilha do
Medo" (2010), entretanto, foi uma exceção,
assim como "Oz, Mágico e Poderoso", um
espetáculo exuberante da Disney criado pelo
diretor Sam Raimi. O filme é um tipo de
prólogo de "O Mágico de Oz" (1939) e mostra
Oscar (James Franco), um mágico de circo
meio trambiqueiro que acaba indo para Oz,
cujos habitantes o encaram como o salvador
profetizado. Michelle faz dois papéis: o de
Annie, a namorada de Oscar na realidade, e o
de Glenda a Bondosa em Oz.
Bruxa poderosa, Glenda duvida que Oscar seja
realmente o mágico das profecias, mas,
apesar disso, escolhe acreditar nele ‒ e sua fé
é posta à prova quando as irmãs más Evanora
(Rachel Weisz) e Theodora (Mila Kunis) (a
segunda depois se transforma na Bruxa
Malvada do Oeste) se dispõem a destruir Oz e
Glenda.
"Gostei da forma como David Lindsay-Abaire
encarou e compôs a Glenda", diz Michelle,
por telefone, de um hotel em Los Angeles.
"Para mim, o roteiro tem um elemento
daquele humor maluco dos anos 1930. Não
sei até que ponto ele passou para o filme,
mas, sem dúvida, foi uma das coisas que me
atraíram."
"Também tem o fato de que eu meio que
conhecia o Sam Raimi", ela acrescenta. "Já
tínhamos sido apresentados. Ele é o típico
homem de família e é esse sentimento que
cria em relação às pessoas ao seu redor. Você
se sente segura. O set dele sempre dá a
impressão de ser uma casa, por maior que o
trabalho seja, o que é legal porque já tinha
trabalhado assim antes."
"Sabia que ele não seria um tirano nem um
maluco gritando ou um megalomaníaco",
prossegue. "Na minha cabeça, só um cara
assim que poderia dirigir esse tipo de filme.
Errei feio porque não rolou nada disso com o
Sam."
Interpretar Glenda foi um desafio diferente
para Michelle, que adorava o clássico de
1939, mas não conhecia os livros de L. Frank
Baum até pouco antes de começar o trabalho:
a atriz, três vezes indicada ao Oscar, teve que
encontrar o equilíbrio entre exibir bondade e
pureza, mas sem exagerar na doçura a ponto
de torná-la caricata.
"Era exatamente isso que eu NÃO queria",
enfatiza. "O perigo é criar uma personagem
tão melada que, no fim, fica até enjoada e
ninguém quer ver. Era a última coisa que eu
queria."

"Pensei um tempão sobre como dar dimensão
a uma pessoa que não tem um lado sombrio",
explica, "e acabei chegando à conclusão de
que, se não podia mostrar defeitos, tinha que
acrescentar outro tipo de característica numa
criatura tão bondosa. Pensei em fazê-lo
através do humor ‒ mas que tipo de humor
tem uma bruxa?"
"Além do mais, eu podia ter medos",
prossegue. "Ela podia duvidar de si mesma. E
assim foi, tentei acrescentar esses detalhes
para que ela não fosse uma personagem
unidimensional."
Michelle contracenou a maior parte do tempo
com James Franco, embora tenha feito
algumas cenas inesquecíveis com Mila e
Rachel.
"Pena que trabalhei pouco com as meninas",
lamenta ela. "A gente praticamente só se
reúne na cena final, ou seja, acabou se
divertindo mais fora da tela do que nela."
"Adorei trabalhar com o James", ela continua.
"Nós dois curtimos poesia e eu achei o
máximo trocar ideia com ele sobre isso, fazer
um monte de perguntas e receber um monte
de conselhos de profissional."
O resultado é um filme interessante e mágico,
embora um tantinho assustador. Quando
pergunto se ela vai deixar Matilda, a filha de
sete anos que teve com Heath Ledger, ver o
filme, ela faz uma pausa.
"A minha filha vai ter uma experiência
diferente da de outras crianças de sua idade",
responde por fim. "Ela estava no set
praticamente todo dia. Sabe o que acontece,
então não acho que o filme lhe cause o
mesmo efeito."

"Amigos Inseparáveis" traz Al Pacino como ex-gângster aventureiro

O filme "Amigos Inseparáveis" traz Al Pacino e
Christopher Walken no papel de dois
gângsteres que descobrem o fato de nunca ser
tarde demais para se divertir. Dirigido por
Fisher Stevens ("Apenas um Beijo"), a partir
de um roteiro de Noah Haidle, o filme é parte
comédia, parte um drama melancólico sobre
a proximidade do fim da vida.
Pacino é Val, um sujeito que acaba de sair do
presídio depois de cumprir uma longa pena.
Walken é Doc, seu único amigo, e juntos vão
viver uma longa jornada noite adentro, em
busca do prazer e dos bons velhos tempos. O
primeiro destino da dupla é o antigo bordel
que frequentavam, dirigido pela filha da
antiga cafetina (Lucy Punch, de "Você Vai
Conhecer o Homem dos Seus Sonhos").
Essa é só a primeira aventura da noite, que
inclui resgatar o antigo parceiro, Hirsch (Alan
Arkin), do asilo. Não há muito mais no enredo
além do trio de atores andando de um lado
para outro e tentando se divertir novamente.
Há uma subtrama, na qual Doc deve matar Val
por conta de uma vingança, mas isso quase
some ao longo da história, para ser retomado
só no final -- como desculpa para uma
conclusão.

"Amigos Inseparáveis" apresenta um trio de
atores experiente -- que já viveram dias
melhores e dias piores em Hollywood -- se
divertindo em cena e dando mais do que seus
respectivos personagens ou a tímida direção
de Stevens mereciam. Há momentos de gosto
duvidoso como a "overdose" de Viagra do
personagem de Pacino e a subsequente cena
constrangedora no hospital.
O que a história parece dizer é que eles são
bandidos, mas, no fundo, boas pessoas. A
certa altura do filme, durante a jornada
noturna, eles encontram uma vítima de
estupro e a ajudam na vingança. Mas a
personagem, Sylvia (Vanessa Ferlito), sua
presença e seu envolvimento na trama
parecem apenas uma desculpa para mostrar
que os gângsteres também são capazes de
fazer o bem.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Biografia de Moacyr Scliar

Moacyr Scliar
"Acredito, sim, em inspiração, não como
uma coisa que vem de fora, que "baixa" no
escritor, mas simplesmente como o
resultado de uma peculiar introspecção que
permite ao escritor acessar histórias que já
se encontram em embrião no seu próprio
inconsciente e que costumam aparecer sob
outras formas — o sonho, por exemplo. Mas
só inspiração não é suficiente".
Moacyr Jaime Scliar nasceu em Porto Alegre
(RS), no Bom Fim, bairro que até hoje reúne a
comunidade judaica, a 23 de março de 1937,
filho de José e Sara Scliar. Sua mãe, professora
primária, foi quem o alfabetizou. Cursou, a
partir de 1943, a Escola de Educação e
Cultura, daquela cidade, conhecida como
Colégio Iídiche. Transferiu-se, em 1948, para o
Colégio Rosário, uma escola católica.
Em 1955, passou a cursar a faculdade de
medicina da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, em Porto Alegre (RS), onde se
formou em 1962. Em 1963, inicia sua vida
como médico, fazendo residência em clínica
médica. Trabalhou junto ao Serviço de
Assistência Médica Domiciliar e de Urgência
(SAMDU), daquela capital.
Publica seu primeiro livro, “Histórias de um
Médico em Formação”, em 1962. A partir daí,
não parou mais. São mais de 67 livros
abrangendo o romance, a crônica, o conto, a
literatura infantil, o ensaio, pelos quais
recebeu inúmeros prêmios literários. Sua obra
é marcada pelo flerte com o imaginário
fantástico e pela investigação da tradição
judaico-cristã. Algumas delas foram
publicadas na Inglaterra, Rússia, República
Tcheca, Eslováquia, Suécia, Noruega, França,
Alemanha, Israel, Estados Unidos, Holanda e
Espanha e em Portugal, entre outros países.
Em 1965, casa-se com Judith Vivien Oliven.
Em 1968, publica o livro de contos "O
Carnaval dos Animais", que o autor considera
de fato sua primeira obra.
Especializa-se no campo da saúde pública
como médico sanitarista. Inicia os trabalhos
nessa área em 1969.
Em 1970, freqüenta curso de pós-graduação
em medicina em Israel, sendo aprovado.
Posteriormente, torna-se doutor em Ciências
pela Escola Nacional de Saúde Pública.
Seu filho, Roberto, nasce em 1979.
A convite, torna-se professor visitante na
Brown University (Departament of Portuguese
and Brazilian Studies), em 1993, e na
Universidade do Texas, em Austin.
Colabora com diversos dos principais meios de
comunicação da mídia impressa (Folha de São
Paulo e Zero Hora). Alguns de seus textos
foram adaptados para o cinema, teatro e tevê.
Nos anos de 1993 e 1997, vai aos EUA como
professor visitante no Departamento de
Estudos Portugueses e Brasileiros da Brown
University.
Em 31 de julho de 2003 foi eleito, por 35 dos
36 acadêmicos com direito a voto, para a
Academia Brasileira de Letras, na cadeira nº
31, ocupada até março de 2003 por Geraldo
França de Lima. Tomou posse em 22 de
outubro daquele ano, sendo recebido pelo
poeta gaúcho Carlos Nejar.
O escritor faleceu no dia 27/02/2011, em
Porto Alegre (RS), vítima de falência múltipla
de órgãos.

Biografia do autor Yann Martel

AUTOR:
Yann Martel
Nacionalidade: Canadá
Biografia: Yann Martel nasceu em Espanha,
em 1963, tendo-se naturalizado canadiano.
Estudou Filosofia na Universidade de Trent, no
Canadá, viajou muito e teve diversos empregos
antes de começar a escrever. A Vida de Pi,
publicado em mais de 40 países, valeu-lhe o
Man Booker Prize de 2002, entre outros
prémios, e figurou como bestseller do New
York Times durante mais de um ano. A
Presença publicou também nesta coleção o
romance Beatriz e Virgílio, o mais recente do
autor. Yann Martel vive em Montreal.

domingo, 3 de março de 2013

Resident Evil: Revelations Jill Valentine e Chris Redfield retornam em aventura 3D para novo portátil.

Um dos jogos mais cultuados do Nintendo 3DS
e considerado por muitos como o melhor
"Resident Evil" dessa geração, "Revelations"
deixará a telinha do portátil para ganhar visual
em alta definição nos consoles PlayStation 3,
Wii U, Xbox 360 e no PC.
"Revelations" equilibra momentos de puro
terror e suspense com trechos de muita
adrenalina e tiroteios intensos, mas pende
mais para o estilo 'survival horror' que tanto
agrada os fãs veteranos de "Resident".
O jogo faz a ponte entre os acontecimentos de
"Resident Evil 4" e "RE5" e tem como
protagonista Jill Vallentine. Personagens
novatos engrossam a lista, mas o antigo
parceiro de Jill, Chris Redfield também está no
jogo.
Boa parte de "Revelations" se passa no navio
Queen Zenobia. O confinamento nas câmaras
do navio amplificam a sensação de 'horror de
sobrevivência' e remetem à mansão do
primeiro jogo.
Há passagens em flashback em outras
locações, que aos poucos explicam os
acontecimentos do jogo.
Adaptado para novas plataformas
A adaptação do game para as plataformas
domésticas terá personagens mais detalhados,
cenários com texturas melhores e novos
efeitos de luz e sombra.
Em entrevista ao site 1Up, o produtor do jogo,
Tsukasa Takenaka afirmou que personagens
como Chris Redifield ganharam novas texturas
em suas roupas e até porta-objetos extras em
suas cinturas.
Na versão HD, "Revelations" utilizará o mesmo
sistema de controle do recente "Resident Evil
6". Você anda e atira ao mesmo tempo e pode
mirar em qualquer alvo enquanto se
movimenta.
A disposição dos inimigos no cenário será
diferente da vista no Nintendo 3DS, para pegar
de surpresa os jogadores que conhecem o
título original do 3DS.
Além disso, o jogo terá um novo nível de
dificuldade, que torna as coisas ainda mais
similares aos "Resident" de antigamente: a
munição será limitada e não será possível
caminhar e atirar ao mesmo tempo.
Partidas multiplayer
"Resident Evil: Revelations" não terá suporte ao
jogo cooperativo em sua campanha principal -
que se divide em 12 estágios e não é tão longa
quanto a de "RE6".
Para prolongar a vida útil do jogo, há o modo
Raid, em que dois jogadores podem unir forças
em partidas online, detonando monstros em
uma corrida contra o tempo através de fases já
vistas na campanha principal.
Ao longo do 'Raid', os participantes podem
desbloquear melhorias para as armas. É
possível jogar a modalidade sozinho e escolher
entre vários personagens, inclusive Hunk, o
popular mercenário mascarado que fez sua
estreia em "Resident Evil 2".

Revelação portátil
"Revelations" surpreendeu os fãs de "Resident
Evil" quando chegou ao Nintendo 3DS em
2012. A versão em alta definição promete
levar a experiência cheia de sustos e
momentos de tensão para as plataformas
domésticas em 21 de maio.
Com gráficos completamente refeitos para a
versão HD, controles melhores e a promessa
de oferecer uma experiência de terror próxima
dos "Resident" originais, "Revelations" é uma
promessa bem vinda para todos os fãs da série
da Capcom.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Sinopse e curiosidades de Dezesseis Luas

Cidade de Gatlin, na Carolina do Sul,
Estados Unidos. Ethan Wate (Alden
Ehrenreich) é um estudante do terceiro ano
do colegial, que não vê a hora de sair do
local. Ele considera Gatlin uma cidade
pacata demais, onde nada de interessante
acontece, mas se vê preso ao local por ter
que cuidar de seu pai, que não deixa o
quarto desde que a esposa faleceu em um
acidente de carro, um ano antes. Já há
alguns meses Ethan é atormentado por
sonhos misteriosos, onde vê uma garota
desconhecida. Um dia, ele a encontra em
sua sala de aula. Trata-se de Lena
Duchannes (Alice Englert), uma jovem de 15
anos que está morando com o tio, Macon
Ravenwood (Jeremy Irons), descendente da
família que fundou Gatlin. O problema é
que Macon e seus familiares têm fama de
serem satanistas, o que faz com que boa
parte da população da cidade se volte contra
eles. Não demora muito para que Ethan se
interesse por Lena, sem saber que ela e os
integrantes de sua família possuem poderes.
Eles precisarão lutar pelo amor que sentem
um pelo outro, especialmente devido à uma
maldição que assombra a união.

Dos livros para o cinema
Curiosidades sobre Dezesseis Luas
Baseado no primeiro livro da quadrilogia
escrita por Margaret Stohl e Kami Garcia.
Os demais livros se chamam Dezessete
Luas, Dezoito Luas e Dezenove Luas.
Mudança em cima da hora
Curiosidades sobre Dezesseis Luas
Inicialmente o intérprete de Ethan Wate
seria Jack O'Connell . Alden Ehrenreich o
substituiu no papel pouco antes do início
das filmagens.
Protagonista compositora
Curiosidades sobre Dezesseis Luas
A canção que toca quando Lena faz nevar
chama-se "Needle and Thread". Ela foi
composta e gravada pela protagonista Alice
Englert no quarto de hotel em que estava
em Nova Orleans, durante a pré-produção.
O diretor Richard LaGravenese gostou tanto
que resolveu incluí-la no filme.
Dois em um
Curiosidades sobre Dezesseis Luas
A personagem interpretada por Viola Davis
na verdade é a compilação de duas
personagens presentes no livro: Amma, a
dona de casa, e Marian, a bibliotecária que
foi a melhor amiga da mãe de Ethan. O
diretor Richard LaGravenese decidiu reunir
as personagens no intuito de convencer uma
grande atriz a interpretá-lo.
Viola Davis foi a única atriz convidada para
este papel.
Reencontro
Curiosidades sobre Dezesseis Luas
É o 2º filme em que Viola Davis e Thomas
Mann atuam juntos. O anterior foi Se
Enlouquecer, Não Se Apaixone (2010)
Poetas na parede
Curiosidades sobre Dezesseis Luas
A coleção de poesias de Lena contém versos
compostos por William Blake, Alfred Lord
Tennyson, Edna St. Vincent Millay e Rumi.
Rodando, rodando...
Curiosidades sobre Dezesseis Luas
O diretor Richard LaGravenese queria que o
filme tivesse o mínimo necessário de cenas
rodadas usando o fundo verde, para a
inserção de efeitos especiais na pós-
produção. Desta forma, a sequência em que
Lena e Ridley duelam na casa da família foi
rodada um set construído sobre um motor
hidráulico, que permitia que trechos do
chão rodassem em sentidos opostos.
Os atores que aparecessem sentados nesta
cena estavam com suas cadeiras
aparafusadas no chão.
Em uma escala de velocidade de 1 a 10, os
atores rodaram em nível 8. Esta sequência
levou três dias para ser rodada.
Falha nossa!
Curiosidades sobre Dezesseis Luas
A falha de Ethan ao recitar um poema de
Charles Bukowski para Lena não estava
prevista no roteiro. Apesar de nos ensaios
tudo ter corrido bem, durante a filmagem
Alden Ehrenreich não conseguia acertar a
ordem exata dos versos, o que fazia Alice
Englert rir em cena. O diretor Richard
LaGravenese gostou da ideia de um Romeu
tentando impressionar Julieta e decidiu
manter a cena assim mesmo.
Cuidado: tornado à vista!
Curiosidades sobre Dezesseis Luas
As filmagens no estado da Louisiana
tiveram que ser interrompidas
temporariamente devido a um alerto de
tornado na região.