Com baixos orçamentos, escrevendo,
produzindo e dirigindo seus filmes, o cineasta
independente Samuel Fuller conseguiu
influenciar grandes nomes do cinema como
Quentin Tarantino e Wim Wenders. “Filmava o
que quisesse e da maneira que bem
entendesse. Seus filmes são originais em seus
erros e acertos. Esse ímpeto, esse impulso,
aliado ao estilo direto e sem firulas, marcou a
história do cinema” ressaltou Júlio Bezerra,
curador da mostra do norte-americano que
poderá ser vista no Centro Cultural Banco do
Brasil (CCBB) da capital paulista até o próximo
dia 31.
Serão exibidas obras como Agonia e Glória
(1980), Beijo Amargo (1964), Paixões Que
Alucinam (1963), Cão Branco (1982) e Dragões
da Violência (1957). “Estes filmes, juntos,
manifestam toda a particularidade do estilo de
Fuller - os personagens de moral duvidosa, o
mundo contraditório que ele constitui”,
explicou Bezerra sobre o trabalho do cineasta
que gostava de personagens como prostitutas
regeneradas, soldados amargurados e
jornalistas inescrupulosos.
Nos filmes, Fuller traz elementos de suas
experiências pessoais. O cineasta foi jornalista
e soldado de infantaria na 2ª Guerra Mundial.
“Seus filmes são sempre diretos, preocupados
com uma certa precisão dramática. Como em
uma matéria [jornalística], você pode, a cada
plano, identificar uma espécie de lead
[primeiro parágrafo da reportagem, que traz as
informações mais importantes]”, acrescentou
Bezerra.
A ideia da mostra era trazer todas as obras de
Fuller. Mas, devido ao péssimo estado de
conservação de algumas cópias, isso não foi
possível. “Foi o caso de No Umbral da China.
Contudo, conseguimos cópias novas para os
filmes mais importantes”, informou o curador
sobre a mostra que também será exibida em
Brasília (de 26 de março a 14 de abril) e no
Rio de Janeiro (de 16 de abril a 5 de maio).
segunda-feira, 25 de março de 2013
Mostra traz filmes de Samuel Fuller, um dos cineastas independentes mais influentes da história
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