sexta-feira, 8 de março de 2013

"Amigos Inseparáveis" traz Al Pacino como ex-gângster aventureiro

O filme "Amigos Inseparáveis" traz Al Pacino e
Christopher Walken no papel de dois
gângsteres que descobrem o fato de nunca ser
tarde demais para se divertir. Dirigido por
Fisher Stevens ("Apenas um Beijo"), a partir
de um roteiro de Noah Haidle, o filme é parte
comédia, parte um drama melancólico sobre
a proximidade do fim da vida.
Pacino é Val, um sujeito que acaba de sair do
presídio depois de cumprir uma longa pena.
Walken é Doc, seu único amigo, e juntos vão
viver uma longa jornada noite adentro, em
busca do prazer e dos bons velhos tempos. O
primeiro destino da dupla é o antigo bordel
que frequentavam, dirigido pela filha da
antiga cafetina (Lucy Punch, de "Você Vai
Conhecer o Homem dos Seus Sonhos").
Essa é só a primeira aventura da noite, que
inclui resgatar o antigo parceiro, Hirsch (Alan
Arkin), do asilo. Não há muito mais no enredo
além do trio de atores andando de um lado
para outro e tentando se divertir novamente.
Há uma subtrama, na qual Doc deve matar Val
por conta de uma vingança, mas isso quase
some ao longo da história, para ser retomado
só no final -- como desculpa para uma
conclusão.

"Amigos Inseparáveis" apresenta um trio de
atores experiente -- que já viveram dias
melhores e dias piores em Hollywood -- se
divertindo em cena e dando mais do que seus
respectivos personagens ou a tímida direção
de Stevens mereciam. Há momentos de gosto
duvidoso como a "overdose" de Viagra do
personagem de Pacino e a subsequente cena
constrangedora no hospital.
O que a história parece dizer é que eles são
bandidos, mas, no fundo, boas pessoas. A
certa altura do filme, durante a jornada
noturna, eles encontram uma vítima de
estupro e a ajudam na vingança. Mas a
personagem, Sylvia (Vanessa Ferlito), sua
presença e seu envolvimento na trama
parecem apenas uma desculpa para mostrar
que os gângsteres também são capazes de
fazer o bem.

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