sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ninguém está seguro em "Walking Dead", diz produtora sobre o futuro série

"Quem acha que mulheres não
leem histórias em quadrinhos
está completamente enganado.
Qualquer pessoa que vá às Comic
Cons sabe que mulheres
definitivamente adoram
quadrinhos. E eu sou uma delas."
É uma tarde de primavera em Los
Angeles e Gale Ann Hurd,
produtora, entre outros, de
"Armageddon", da franquia
"Exterminador do Futuro" e dos
dois filmes do Hulk.
Em 2004, Hurd leu "avidamente",
pela primeira vez, "The Walking
Dead", de Robert Kirkman e Tony
Moore, sobre um grupo de
sobreviventes de um apocalipse
zumbi no sul dos Estados Unidos.
E imediatamente pensou numa
transposição para a tela. "Eu logo
vi que não era um filme: as
características da história, o
modo como os personagens
evoluem, como novas tramas e
novos personagens aparecendo a
toda hora… Mas na época eu
trabalhava apenas com cinema,
sabia que não tinha elementos
para desenvolver a história como
deveria."
Cinco anos se passaram e Hurd
continuou lendo os quadrinhos,
sem tirar da cabeça a
possibilidade de colocá-los na
tela. Finalmente ela não resistiu e
foi investigar se alguém tinha
comprado os direitos de
adaptação da obra - e ficou feliz
com o que descobriu: seu grande
amigo, o diretor, roteirista e
produtor Frank Darabont, que
trabalhara com o marido dela,
Jonathan Hensleigh, em vários
episódios da série "Young Indiana
Jones," era o detentor dos
direitos.

"Liguei para ele e a partir daí
tudo correu tão rápido que eu
nem acreditei", diz Hurd. "O AMC
[canal por assinatura que detém
os direitos de distribuição da
série nos EUA] fez contato, disse
que estava interessado e que
queria estrear em outubro de
2010. No começo de dezembro
de 2009, Frank tinha um primeiro
esboço da 1ª temporada. Em
março tínhamos a equipe de
roteiristas contratada. Em junho
estávamos em Atlanta filmando."
E, em outubro de 2010, "The
Walking Dead" estreou nos
Estados Unidos e rapidamente se
tornou uma das séries de maior
sucesso do país. Em 2010,
"Walking Dead" encerrou sua
temporada de estreia com 5.97
milhões de espectadores; a
temporada de 2011 terminou
com 8.99 milhões; e a de 2012,
encerrada em março deste ano,
bateu recordes com 12,4 milhões
de espectadores.
Muita coisa aconteceu nos
bastidores da série (Darabont saiu
após a primeira temporada,
outros produtores vieram), mas
Hurd continuou no comando. E,
no centro da ação, o heroico (e
cada vez mais perturbado) xerife
Rick Grimes, vivido pelo ator
britânico Andrew Lincoln. "Recebi
o roteiro do meu agente e na
capa estava escrito: Terror/
Sobreviventes/Zumbis. Fiquei
muito preocupado", diz Lincoln.
"Liguei para ele: Você tem certeza
de que eu sou o ator certo pra
isso? E ele respondeu que era um
projeto de qualidade, que a
equipe era de primeira linha e
que eu devia gravar uma cena e
mandar para produção, sem
grandes expectativas."
Alguns meses depois, Lincoln
estava suando em bicas, "quase
derretendo" no calor úmido de
40 graus de Atlanta, "quase
grudado no asfalto, embaixo de
um tanque, enquanto vários
extras caracterizados de zumbis
grunhiam à minha volta", ele
recorda, rindo. "E aí eu ouço a
voz do Frank [Darabont]: 'Andy,
você é ator shakespeariano
clássico, não é?' E eu respondi, lá
debaixo do tanque: 'Sou..' E o
Frank, às gargalhadas: 'Aposto
que você nunca imaginou que ia
ficar numa situação dessas…'"

Uma nova adesão ao elenco foi
Norman Reedus, ex-modelo da
Prada e ator de pequenos papéis
em filmes e séries de TV até ser
escolhido para o papel de Daryl,
o irmão mais moço do caipira
racista Merle Dixon. "Sempre
fiquei contente sendo o Tonto do
Zorro de Michael Rooker (o ator
que faz o papel de Merle)", diz
Reedus. "O texto desta série é tão
bom, os personagens tão bem
definidos… e Mike é um ator fora
de série, super criativo, improvisa
o tempo todo."
A popularidade de Daryl obrigou
os produtores de Walking Dead a
aumentar o papel de Reedus.
"Daryl está aprendendo a ser
quem ele é, a fazer suas próprias
escolhas", diz Reeduz. "Está
saindo da sombra de irmão
caçula. Isso é interessante mas
definitivamente há tensão no ar."
Outra favorita dos espectadores é
anti-heroína Andrea, que começa
a série em estado de completo
desespero e evolui, nas palavras
da atriz que a interpreta, Laurie
Holden, "para ser uma mulher da
pesada, destemida, uma
guerreira. Isso é uma evolução
que é um verdadeiro presente
para um ator, todas essas
nuances psicológicas…"
A quarta temporada de "The
Walking Dead" está sendo filmada
neste momento nos arredores de
Atlanta e Gale Ann Hurd
obviamente guarda a trama
debaixo de sete chaves. "Nossa
série está mudando sempre e
acho que este é um dos nossos
grandes atrativos", ela diz.
"Ninguém está seguro em
'Walking Dead'! Sempre vai haver
algo inesperado e surpreendente.
E isso é tudo que posso dizer…"
A terceira temporada de "The
Walking Dead" estreou na Band
nessa terça (21).

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