quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Henrik Ibsen - O Pato Selvagem

“O Pato Selvagem” apresenta Hjalmar
Ekdal, poeta frustrado, que vive, sem o
confessar nem a si mesmo, do dinheiro
do antigo amante da sua mulher e pai de
sua filha. O confuso personagem Gregers
Werle, “fanático da verdade”, destrói a
mentira, e como conseqüência, arruina a
vida rotineira do casal e causa o suicídio
da filha. O vencedor da peça é, portanto,
a “mentira vital”, sem a qual os homens
não podem viver.

Enredo
ATO I
O primeiro ato se passa na casa de Werle,
durante um jantar oferecido a seu filho
Gregers, que chegou. Inicialmente
Petersen e Jensen estão arrumando o
gabinete de trabalho de Werle, e
comentam sobre o jantar que Werle está
oferecendo em homenagem à chegada de
seu filho, Gregers. Repentinamente, chega
um senhor, o velho Ekdal, que pede para
ir até os escritórios, o que lhe é
permitido. Petersen comenta que o velho
já fora tenente, mas entrara no comércio
de madeiras e “pregara uma peça” no
sócio, sendo então preso.
Chegam Werle e os convidados para o
jantar, entre eles Hjalmar Ekdal e a
Senhora Soerby. Hjalmar Ekdal comenta,
com Gregers, que durante o jantar eram
treze à mesa, e que ele não deveria lhe
ter mandado o convite, ao que Gregers
retruca, pois se sentira no direito de
convidá-lo, como seu velho amigo de
escola. Hjalmar sente que o velho Werle
não se sentiu satisfeito com sua presença.
Gregers e Hjalmar conversam sobre suas
vidas ao longo dos anos que não se
viram, e Hjalmar diz se sentir satisfeito
como fotógrafo, e fala de sua vergonha
sobre o acontecido com seu pai, e das
dívidas que tinha com o velho Werle.
Relata que Werle o ajudou
financeiramente, para surpresa de
Gregers, e que só pôde se casar graças a
ele.
Gregers indaga sobre a esposa de
Hjalmar, e descobre que é Gina Hansen,
que fora governanta da casa durante a
doença da Sra. Werle. Gregers fica
surpreso, e pede detalhes desse
relacionamento, e percebe que fora seu
pai quem incentivara tal casamento,
assim como fora seu pai a incentivar
Hjalmar a ser fotógrafo, aliado ao fato de
Gina ter feito alguns estudos de retoque.
A Sra. Soerby entra no gabinete, trazendo
logo consigo os outros convivas. Todos
conversam, mas Hjalmar não participa
muito da conversa. O velho Ekdal,
repentinamente, sai do escritório,
acompanhado de Graberg, e ambos saem
do gabinete. Hjalmar estremece quando
vê o pai, e disfarça, dizendo aos convivas
não conhecê-lo. Gregers se surpreende
por Hjalmar renegar o pai. Hjalmar
despede-se e se retira.
Gregers fala a sós com seu pai,
cobrando-lhe o fato de ter deixado a
família Ekdal decair tanto, haja vista já
terem sido tão amigos. Werle os culpa
por ter sujado seu nome, mas Gregers
observa que o velho Ekdal não trabalhara
sozinho; o pai nega, pois fora absovido,
enquanto o velho Ekdal fora condenado.
Werle observa que ainda ajuda o velho
Ekdal, dando-lhe pequenas cópias do
escritório para fazer. Gregers observa que
o casamento de Hjalmar com Gina fora
conveniente, pois ela era amante de
Werle. Werle desconversa, e faz uma
proposta de sociedade com Gregers, pois
está com um problema progressivo de
visão, e quer o filho em seu lugar.
Confessa também que talvez se case com
a Sra. Soerby, e Gregers aceita o fato.
Gregers se mostra desencantado com o
pai, e esse comenta que ele o vê pelos
olhos da falecida mãe. Gregers se
despede, decepcionado pelas atitudes do
pai, em especial com Hjalmar.
ATO II
O segundo ato se passa no atelier de
Hjalmar Ekdal. Gina e Hedvig estão
sentadas, a primeira cosendo e a segunda
lendo. Elas conversam e comentam sobre
o convite para o jantar que Hjalmar
recebera.
Hjalmar chega, falam superficialmente
sobre o jantar. O velho Ekdal entra,
fumando um cachimbo. Conversam sobre
o jantar, respondendo às perguntas
curiosas de Hedvig. Hedvig lhe cobra sua
promessa, mas Hjalmar só lhe presenteia
com um cardápio da festa que traz em
seu bolso. Falam sobre a falta de clientes
para fotografar. Hedvig lhe traz a flauta e
ele toca para elas.
Gregers chega e diz ter deixado a casa
paterna. Conhece Hedvig, e Hjalmar
relata seu amor e sua preocupação por
ela, pois está para perder a visão.
Acreditam ser um problema hereditário,
talvez herdado da mãe de Hjalmar.
Gregers interroga sobre a idade de Hedvig
e sobre o tempo de casamento de Gina e
Hjalmar, por volta de quinze anos.
O velho Ekdal entra e Gregers conversa
com ele, sobre as antigas caçadas que
fizera, quando tenente. Ekdal insiste e
mostra a Gregers um pato selvagem que
cria no sótão da casa. Hedvig diz que o
pato é seu, e que ele foi abatido por
Werle, mas que esse, por enxergar mal,
apenas o feriu, impedindo-o de voar. O
pato foi ao fundo do lodo, sendo trazido
por um cão que mergulhou. O velho Ekdal
observa que os patos selvagens fazem
isso: “vão ao fundo tanto quanto podem,
seguram-se com o bico nas ervas
marinhas e nos juncos... e em todas as
sujeiras que acham lá em baixo... e nunca
mais sobem [5] ”.
Gregers se oferece para ficar no quarto
que os Ekdal têm para alugar, e Hjalmar
aceita. Gina fica preocupada com a
situação. Gregers brinca, dizendo que não
gostaria de ser Gregers Werle e sim um
cão inteligente, desses que trazem os
patos selvagens do fundo da lama. Fica
combinado que Gregers ficará com o
quarto. Hjalmar fica contente, e insinua
para Gina que tem uma “tarefa” a
cumprir.
ATO III
O terceiro ato se passa no atelier de
Hjalmar. Ele retoca uma fotografia e Gina
entra. Os dois conversam sobre Gregers
no novo quarto. Hjalmar conta que
convidou Gregers, Molvik e Relling (que
moram nos quartos alugados) para o
almoço. Gina sai e entra o velho Ekdal; os
dois conversam e mais tarde passam a
trabalhar em um projeto “secreto”.
Gregers chega e conversa com Hedvig,
observando-a, perguntando de suas
atividades, quase todas solitárias, pois
devido ao problema visual, não freqüenta
mais a escola. Ela lhe conta dos livros
que têm em casa, que foram deixados por
um antigo hóspede, o “holandês voador”,
e relata que seu pai deseja que ela
aprenda a “fazer cestos”, o que não a
agrada. Falam sobre o pato selvagem.
Gina chega e as duas arrumam a mesa
para o almoço. Enquanto conversam,
ouvem um tiro no sótão., e Hedvig
informa que estão caçando.
Hjalmar desce, com uma pistola de
cavalaria, que depois é guardada em uma
prateleira. Ele segreda a Gregers estar
fazendo, no sótão, uma “invenção”, e que
com isso tentará “resgatar” a dignidade
do pai. Confessa que o pai, e ele mesmo,
já pensaram em tirar a vida com aquela
pistola, devido a todo o processo por que
passaram. Hjalmar faz segredo sobre a
sua “invenção”, sua “descoberta”. Gregers
o compara ao “pato selvagem”,
mergulhado nos sargaços para morrer na
obscuridade.
Gina e os outros chegam, e sentam-se
para o almoço. Relling comenta dos
tempos passados, quando Gregers andava
entre os operários com uma coisa que
chamava de “os direitos do ideal”.
Durante a conversa, Gregers acaba se
exaltando, insinuando que naquele lugar
há “o mau cheiro dos pântanos”. Os
demais acabam interpondo-se, e
repentinamente, alguém bate à porta. O
Sr. Werle chega.
Werle quer falar com Gregers a sós, e os
outros saem. Os dois discutem; Gregers
informa que está decidido a abrir os
olhos de Hjalmar, e que está convicto que
deve salvá-lo da mentira e da
dissimulação em que está envolvido.
Acusa o pai de ter feito uma “armadilha”
para o velho Ekdal, e recusa tudo o que o
pai lhe oferece, inclusive a sociedade, e
Werle se retira. Gregers convida Hjalmar
para um passeio, para que possam
conversar. Gina e Relling ficam
preocupados; Relling observa que Gregers
está atacado de febre de “justiça aguda”.
ATO IV
O quarto ato se passa no atelier de
Hjalmar. Gina e Hedvig estão
preocupadas com a demora de Hjalmar.
Ele chega, diferente de seu modo usual, e
durante a conversa, diz que não colocará
mais os pés no sótão, e que não deveria
receber sob seu teto nada vindo
“daquelas mãos”. Fala para Hedvig, para
seu desespero, que gostaria de matar o
pato selvagem, mas que ele será poupado.
Pede para Hedvig sair.
Hjalmar questiona, com Gina, sobre os
gastos da casa, chegando à conclusão de
que Werle é que os ajuda. Depois,
questiona se havia algo entre ela e Werle
na época em que ela era sua criada. Gina
confessa, na época, ter cedido a Werle, e
conversam sobre o seu relacionamento.
Hjalmar acusa o passado de Gina. Gregers
chega.
Gregers vem conferir se Hjalmar
percebeu e confrontou a realidade., e
acredita que a percepção da verdade lhes
dará um novo caminho, liberto da
mentira. Conversam, e Gregers compara
Hjalmar ao pato selvagem, o troféu de
caça do Sr. Werle. Relling entra. Gregers
diz querer fundar uma “verdadeira união
conjugal”, e Relling o questiona, e pede
para deixarem Hedvig fora dessa situação
de confronto, pois ela está numa idade
susceptível a todas as inspirações. A Sra.
Soerby chega.
Gregers informa que a Sra. Soerby vai
casar com seu pai. Soerby confesssa que
sim. Relling fica decepcionado. Todos
conversam, e Soerby informa que Werle
está próximo de perder a visão. Hjalmar
diz que pagará toda a sua dívida com
Werle, e Soerby se despede. Gregers fica
satisfeito com a atitude de Hjalmar.
Hjalmar mostra-se revoltado.
Hedvig chega e diz ter recebido um
grande envelope da Sra. Soerby. Hjalmar
lê a carta, que é uma espécie de doação,
informando que o velho Ekdal não mais
precisará trabalhar, basta ir mensalmente
ao escritório para receber 100 coroas por
mês, até sua morte, quando a quantidade
passará para Hedvig. Hedvig fica
exultante. Gregers observa que é uma
armadilha para Hjalmar. Hedvig, sem
entender o que se passa, sai chorando.
Hjalmar rasga a carta, e acusa Gina de
infidelidade, depois questiona se Hedvig é
sua filha. Gina diz não saber. Hjalmar se
revolta, diz não ter mais filha e se veste
para sair, para decepção de Gregers, que
deseja que ele reflita. Hedvig chega e
corre para ele, que a afasta. Hjalmar sai e
Hedvig chora.
Gina sai à procura de Hjalmar e Hedvig
fica com Gregers. Hedvig conversa e não
entende o que pode ter acontecido.
Gregers tenta clarear os pensamentos de
Hedvig, e lhe sugere que sacrifique o
pato selvagem — o que tinha de mais
preciosos no mundo –, por livre e
espontânea vontade, pelo pai. Hedvig diz
que vai pedir ao avô que o faça.
ATO V
O quinto ato se passa no atelier de
Hjalmar. Gina e Hedvig procuram por
Hjalmar, quando Gregers chega e diz que
ele deve estar no quarto de Relling.
Relling chega e assente, diz que Hjalmar
está dormindo, depois discute com
Gregers, questionando o quanto Hjalmar
poderá superar tal situação, que Gregers
está superestimando as forças de
Hjalmar, apenas um homem comum, e
que a “mentira vital” lhe poderia ter sido
o princípio estimulante. Relling cofessa
estimular tais “mentiras vitais” em várias
pessoas, inclusive Molvik e o velho Ekdal,
para que possam continuar vivendo.
Observa que tirar a mentira vital de um
homem comum pode significar tirar a sua
felicidade.
Gregers questiona Hedvig por não ter
executado o pato selvagem, e sai. Chega
o velho Ekdal, e Hedvig o convida a ir à
caça, o que ele recusa, devido ao mau
tempo. Hedvig lhe pergunta como ele
mataria um pato selvagem, e o avô diz
que lhe meteria um chumbo no peito.
Ekdal sai, e Hedvig examina a pistola que
está na prateleira. Quando Gina chega,
ela disfarça.
Hjalmar chega, Hedvig tenta abraçá-lo,
ele a rejeita. Hjalmar e Gina discutem, ele
acusa seu passado. Hedvig entra no
atelier, e Hjalmar diz que deve ser
poupado da presença de intrusos. Hedvig
sai, murmurando algo sobre o pato
selvagem. Pega a pistola às escondidas e
vai para o sótão. Hjalmar diz que vai
embora, e levará apenas seu pai. Gregers
chega, questionado sobre o que Hjalmar
resolveu, mas ele está desesperado, diz
que vai embora, e que não continuará
coma sua “invenção”, que fora apenas
sugestão de Relling. Fala que Hedvig
obscurecerá toda a sua existência.
Gregers o questiona. Hjalmar questiona
tudo em sua vida, inclusive o amor de
Hedvig. Ouvem o pato selvagem gritar no
sótão, e Gregers sugere que ele terá a
prova do amor de Hedvig. Ouve-se um
tiro, e Gregers fica feliz, diz que é a
prova de que Hedvig o ama, que a
menina convenceu o avô a matar o pato
selvagem como prova de seu amor pelo
pai.
Todos procuram por Hedvig. Hjalmar fica
satisfeito e acredita que agora uma nova
vida começará para ele. O velho Ekdal
chega e nega ter dado o tiro. Correm
para o sótão e encontram Hedvig caída.
Constatam que o tiro atingiu o coração e
que teve morte instantânea. Hjalmar
chora, arrependido, dizendo que nunca a
deixou de amar. Hjalmar e Gina se
consolam. Relling acha que não foi
acidente, que ela se matou. Gregers e
Relling conversam sobre Hjalmar, o
primeiro acreditando na libertação pela
morte da menina, e o segundo
desacreditando. Gregers reconhece que,
se estiver errado, a vida não vale a pena
ser vivida, e resolve ser o “décimo
terceiro à mesa”. Relling, cético, desfaz
dele: “Ora! Vá cantar noutra freguesia!

Histórico
O Pato Selvagem, apesar de planejado por
algum tempo, começou a ser esboçado
realmente em 20 de abril de 1884, e o
quinto e último ato foi feito entre 9 e 13
de julho [7] . Em 2 de setembro de 1884
Ibsen enviou o manuscrito para o editor
Hegel.
A peça foi publicada pela primeira vez
em 11 de novembro de 1884 pela
Gyldendalske Boghandels Forlag (F. Hegel
& Son), em Copenhague e Christiania em
uma tiragem de 8000 exemplares. Os
revisores e leitores ficaram bastante
intrigados com a peça [7] ; apesar disso, o
livro vendeu muito bem, e uma segunda
edição, de 2000 exemplares, foi
publicada em 1º de dezembro de 1884.

Estreia
A peça teve sua primeira apresentação
em 9 de janeiro de 1885 , no Den
Nationale Scene, em Bergen. A produção
foi um sucesso, em grande parte devido
ao seu diretor, Gunnar Heiberg. Dois dias
depois, foi aprtesentada pela primeira vez
no Christiania Theater. Durante o mês de
janeiro também foi produzida no Svenska
Teatern, em Helsingfors (16 de janeiro),
em Aalborg (25 de janeiro) e no
Dramaten, em Estocolmo (janeiro de 30)
[7] . Três atrizes da época a interpretar
Hedvig foram: Lully Krohn (Noruega),
Lotten Seelig (Suécia) e Betty Hennings
(Dinamarca).

O Pato Selvagem em Londres
O Pato Selvagem (The Wild Duck) foi
representado em Londres , numa
produção da Independent Theatre Society,
em 5 de maio de 1894. Os atores
principais foram Charles Fulton como
Gregers, Abingdon como Healmar Ekdal,
Herbert Waring como Geria, Winifred
Fraser como Hedrig e Lawrence Irving
como Relling

Considerações críticas
Conde Prozor, no prefácio à obra
defende que “ em nenhuma obra de
Ibsen o caráter especial de seu gênio
se desenha tão nitidamente como em
O pato selvagem ” [9] . Observa, também,
que “ ... o antagonismo entre essas
duas personagens em cena (Gregers e
Relling), não é mais do que um reflexo
do combate que se feriu na sua alma
(de Ibsen), e ao qual devemos a mais
pessimista das suas obras[10] ”.
Otto Maria Carpeaux, em seu estudo
crítico da obra de Ibsen, defende que “O
Pato Selvagem” é a “ peça mais profunda
de Ibsen. A caracterização das
personagens atinge alturas
shakespereanas [11] ”. Carpeaux observa,
também, que “o vencedor da peça é a
“mentira vital”, sem a qual os homens
não podem viver, e que o “coro” da
peça, o cínico Dr. Relling, proclama ser
a suprema lei da humanidade

No Brasil, foi lançada a primeira
tradução em 1944, feita por Vidal de
Oliveira, na obra "Seis Dramas", que
reunia seis obras de Ibsen, pela Coleção
"Biblioteca dos Séculos", nº 10, da
Editora Globo , em Porto Alegre , com
introdução de Otto Maria Carpeaux[13] .
Relançado em 1984, pela Editora Globo,
no livro “O Pato Selvagem”.
Gil Costa Santos e Ragnhild Marthine
Bø. Peças escolhidas 2 (ao lado de Hedda
Gabler / A Dama do Mar / Rosmersholm )
(Coleção: Teatro). Portugal : Livros
Cotovia, 2008, ISBN: 978-972-795-237-3

1999
“A Fase do Pato Selvagem”, espetáculo
de dança inspirado em “O Pato
Selvagem”, realizado pelo grupo carioca
Atelier de Coreografia, dirigido por João
Saldanha, em São Paulo, 1999 [14] .
2010
Nome: O Pato Selvagem[15][16][17] .
Local: São Paulo
Teatro: Sesc Santana, até 21 de
fevereiro de 2010; posteriormente, FIT -
Festival Internacional de Teatro de São
José do Rio Preto, em 19, 20 e 21 de
julho de 2010; posteriormente FILO -
Festival Internacional de Londrina, 13 e
14 de junho de 2010, e ETC - Encontro de
Teatro da Cidade de Guarulhos, 28 de
julho de 2010.
Tradução e Adaptação: Cia Les
Commediens Tropicales
Produção: Cia Les Commediens
Tropicales
Elenco: Carlos Canhameiro, Daniel
Gonzalez, Jonas Golfeto, Michele Navarro,
Paula Mirhan, Weber Fonseca
Cenografia: José Valdir, Ricardo
Palmieri
Figurinos: Juliana Roso

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